Meta Muse · versão 2

9 slides · dois em vídeo · formato do post do Astra

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Voltei ao formato que aprovaste. Cartão de tweet teu por cima, imagem grande a sangrar pelo fundo, e o remate a azul dentro do cartão a dizer o que aquilo te resolve. Deitei fora a etiqueta monoespaçada, a numeração e a régua da versão anterior, que era o que a fazia igual a tudo o resto.
Fundos de cor, e nenhum é o preto de sempre. Roxo, verde-azulado, ameixa e azul, a rodar. O material da Meta é interface branca e chata: sem um chão de cor a levantá-la, nenhum arranjo de tipografia a salvava. O roxo é o da marca AI&Media, que nunca tinha usado.
A paragem que faltava é o slide 5. Não tem imagem nenhuma: pára e explica o ciclo em quatro passos que qualquer agente faz, seja da Meta ou montado por nós. É o momento em que se ensina em vez de se mostrar, e é o slide que serve para qualquer conversa tua sobre isto daqui para a frente.
Uma coisa que tens de saber: fui ver os outros quatro vídeos do lançamento e são todos maquetes de telemóvel em branco. Este lançamento não tem uma única imagem forte, ao contrário da demo do Astra. Foi por isso que a primeira tentativa saiu pobre: o problema não era só o meu desenho, era a matéria-prima.

Legenda

A Meta lançou ontem à noite o Muse e cá passou quase despercebido. Não é um chat novo. É um agente que trata das coisas por ti. Lê o teu email, percebe o que falta, entra nas lojas, compara preços, pede-te autorização e paga. Tem carteira própria, feita pela Stripe, com um cartão gerado só para aquela compra. Vive numa máquina só dele na nuvem, onde ficam as credenciais dos serviços que lhe ligares. Continua a trabalhar depois de fechares a aplicação e volta quando alguma coisa muda: um voo atrasado, uma conta que subiu. Pus no meio deste carrossel o ciclo em quatro passos que qualquer agente faz, porque é assim que se percebe onde ele pode entrar num negócio: recebe, decide, pergunta, executa. A parte que interessa é a terceira. Um agente que nunca pergunta é um risco; um que pergunta sempre é um empregado. Os exemplos que a própria Meta dá dizem tudo sobre onde isto entra primeiro: vender um carro por mais dinheiro, baixar o valor de uma conta, tratar de uma inscrição do princípio ao fim. Tarefas com muitos passos e pouca decisão. E fica a parte que me ocupa a cabeça. Passámos anos a desenhar tudo para convencer uma pessoa: a fotografia, a montra, o site que se percebe em dois segundos. Um agente não vê nada disso. Lê o que consegue ler e compara com o que consegue confirmar. Imagens do vídeo de lançamento da Meta, publicado a 8 de setembro.

Comentário 1

O detalhe que quase ninguém está a referir: corre lá dentro um segundo agente, o Sentinel, e nada sai para a internet sem ele aprovar. Podes também recusar que as tuas conversas treinem os modelos deles. Vale a pena ver isso antes de ligares o email da empresa.

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